outubro 19, 2008

O MERCADO


Como nos últimos meses, tivemos uma semana passada difícil. A OPEP buscando diminuir a produção do petróleo para forçar os preços para cima, visto que da máxima de U$ 147, beiramos os U$ 70, com queda superior a 50%, ou seja, até mesmo o produto mais valioso para a economia mundial vem sofrendo com a forte crise...

Nos EUA o Índice DJ teve queda de 7,87% no dia 15/10 , foi divulgado que o índice de confiança do Norte Americano que caiu em setembro para 57%, ante os 70% divulgado anteriormente, a atividade no ramo da construção caiu no mês passado mais de 6% e atividade econômica cada vez mais decrescente.

Do outro lado, as principais lideranças mundiais buscam a todo custo lançar informações ao Mercado de que o pior da crise já passou. Será?

Não é possível precisar nada neste momento. Se for subir ou cair, não cabem mais acertos baseados na lógica do Mercado. Não existe neste momento lógica alguma. Apenas a sensação do salve-se quem puder.

O Ibov está com um provável suporte forte na faixa dos 33.000 pontos. Mas quantos suportes fortes já foram rompidos? Este poderá ser o definitivo para a retomada da correção mais generosa. Mas como saber?

O certo mesmo é que os grandes investidores ainda se desfazem de suas posições. Que a força da parte vendedora supera a compradora. E nessa disputa vence quem oferecer mais. Se há mais disponibilidade para venda, preço cai se para compra preço sobe.

Mercado de Ações é mercado de expectativa, de sentimentos. E no momento os sentimentos ainda são desfavoráveis para os Investidores.

A pergunta que não quer calar é:

Uma vez que se resolvam os maiores gargalos existentes em relação às instituições financeiras, socorrendo-as e evitando mais e mais concordatárias, como fazer para oxigenar novamente toda a economia mundial para que esta estabeleça um novo e real ciclo de crescimento para o Médio e Longo Prazo?

Sim, porque não basta socorrer o doente com um medicamento paliativo, mas curar o mal da chaga maior. A economia global não precisa de um remédio, não adianta em nada passar Merthiolate numa fratura exposta.

Existem feridas e doenças que não se curam com o “bel” prazer ou desejo, mas sim se faz necessário um tratamento mais extensivo e cuidadoso que requer tempo, e este tempo ao que parece ainda não foi suficiente para curar definitivamente o Mercado.

Suspiros e repiques de melhora podem ocorrer, mas a cura definitiva do mal maior, talvez exija mais tempo do que aparenta.

O jogo está pesado, o correto neste momento é não apostar todas as fichas e somente entrar nos momentos mais favoráveis.
Não queira aparar o mundo quando este está empurrando tudo para baixo. É ser muito pretensioso. Perca de ganhar, mas não perca o capital principal.

No momento, o papel mais valioso ainda é o papel moeda.

Está evidente que já há um certo esgotamento em razão das quedas ocorridas nos últimos meses, e isso pode ser favorável a uma correção. Mas se for arriscar ( sim arriscar, porque não há outra palavra melhor para definir a fase atual), que estabeleça antecipadamente a sua saída caso a operação não seja bem sucedida.

Stop, para cima ou para baixo, Stop. Se ganhando, não permita voltar, se perdendo, saiba o seu limite.

O bem mais valioso é a sua saúde, ganhar dinheiro ajuda, mas a perca de suas conquistas financeiras em outros setores da sua área profissional ou mesmo na Bolsa (que tenha ocorrido nos últimos tempos), somente fará do Investidor uma pessoa mais tensa e propensa a sofrimentos.

Opere com cuidado e busque antecipar os movimentos do Mercado. Entre no início da possível alta e saia no início da possível baixa.



EM TEMPO: Acredito em uma possível recuperação dos Índices para a esta semana e por um período de um ou dois meses. Vejo com bons olhos a possível recuperação para o curto prazo. Mas tudo ainda se encontra muito nebuloso.

A volatilidade é tanta, que vem desfigurando os gráficos.